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Terapia Inovadora no Tratamento da Fimose

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Tratamento Medicamentoso


O que é o tratamento não cirúrgico da fimose ?

É baseado em pomadas e cremes com substâncias corticóides em baixas dosagens, eventualmente associados a outras substâncias que promovem a elasticidade da pele como as hialuronidases. A pomada deve ser aplicada com leve massagem, de forma que o produto ativo e não a manobra vá soltando as aderências da pele prepucial com a glande.

O tratamento é seguro ?

As pomadas com corticóides são seguras, uma vez respeitada a posologia sugerida. Como o tratamento dura algumas semanas, é importante a manutenção do programa recomendado para obter os melhores resultados.

Quais as chances de sucesso do tratamento não cirúrgico (pomadas) ?

A maioria dos trabalhos com pomadas em fimose, revela resultados favoráveis de até 80-90%. No entanto uma análise mais crítica destes resultados, mostra que estão incluídos nestas séries casos de aderência prepucial e que iriam ter melhora espontaneamente. Recentemente, foi elaborado um estudo sério, incluindo pacientes acima de 3 anos de idade e com fimose verdadeira com indicação de cirurgia. Os resultados preliminares deste estudo tem demonstrado eficiência parcial ou total acima de 85% com uso da pomada por 8 semanas.

Qual a necessidade de tratar a fimose, se meu filho está urinando bem e sem infecção?

A progressão da elasticidade do tecido prepucial favorece a exposição da glande (cabeça peniana). A criança saudável possui uma pressão no jato urinário suficiente para manter aberto o estreitamento do prepúcio. Por vezes, somos surpreendidos por bolsões de urina que se formam durante as micções por fechamento parcial deste orifício. Neste momento, precisamos considerar o tratamento como alternativa para evitar as infecções.

A fimose que foi reduzida com a ajuda de uma pomada voltou a fechar. O pediatra indicou cirurgia. Devo tentar novamente a pomada?

Por vezes, o tempo estimado para resolução, com aumento da elasticidade do tecido e consequente retração do prepúcio, é em torno de três semanas. A eficácia do medicamento depende exclusivamente da persistência em obediência ao tratamento instituído. Nos casos de retorno ao estado inicial, este medicamento pode ser novamente aplicado. Vale a pena lembrar que todo processo de desenvolvimento é muito dinâmico e que as manobras de retração do prepúcio podem ser mantidas mesmo após o término de aplicação do medicamento.

Como age a pomada que ajuda na redução da fimose?

A pomada permeabiliza os tecidos e torna-os mais receptíveis à penetração do corticoide. Isso promove um aumento da elasticidade tecidual, facilitando a retração do prepúcio quando tracionado e diminuindo a aderência.

Qual a maneira correta de aplicar a pomada?

O objetivo é dissolver as aderências que formam o estreitamento do prepúcio. A aplicação deve ser feita envolvendo e massageando a fimose (excesso de pele) com a pomada. Este procedimento deve ser feito à noite, e as trações suaves do prepúcio pela manhã, durante oito semanas. Essas aderências vão, aos poucos, se dissolvendo e expondo progressivamente o meato (orifício por onde sai a urina) e a cabeça do pênis. Este procedimento precisa ser supervisionado ao final do período pelo médico assistente, pois existem outras aderências um pouco mais resistentes que circundam o sulco balanoprepucial, exigindo, por vezes, outras condutas do especialista.

Existe alguma contraindicação para o uso de pomada?

A princípio, ela deve ser evitada em crianças com reconhecida sensibilidade aos componentes da fórmula, mas recomendo que só utilizem este produto sob a orientação do médico.

Muitos familiares insistem que o melhor para a correção da fimose é a cirurgia. Até quando devo usar a pomada e qual o momento para buscar a opinião do cirurgião?

Este conceito de que o melhor para criança é a correção cirúrgica felizmente vem sendo postergado em função dos avanços terapêuticos. A cirurgia como tratamento da fimose só deve ser indicada quando os resultados não são satisfatórios. Devemos conscientizar os responsáveis das vantagens futuras em preservar a anatomia da genitália. Muitas crianças foram submetidas a cirurgias por “falta de coragem” dos responsáveis para realizar os procedimentos.



Por Paulo Abrahão – CRM: 5227594-7
Chefe da Pediatria do Hospital de Aeronáutica dos Afonsos;
Preceptor da Residência em Pediatria na Emergência Pediátrica do Prontobaby Hospital da Criança;
Médico assistente da Emergência do Prontobaby Hospital da Criança;
Exerce as especialidades de Homeopatia e Pediatria em consultório particular.